Lidando com arquivos tar.gpg
Recebi um arquivo incomum (pelo menos para mim) hoje. Era um arquivo tar encriptado pelo GPG (GNU Privacy Guard – GNUPG). Como até então nunca tinha visto na vida um arquivo tar.gpg fui descobrir como tratar ele.
Primeiramente fui ler a man page do TAR e lá vi que não tinha uma opção mágica para a desencriptação e desempacotamento ao mesmo tempo, assim como acontece com arquivo tar.gz (utilizando a opção “-z”) ou tar.bz2 (utilizando a opção “-j”).
Sendo assim, fui atrás da man page do GPG. Lá descobri que existe uma opção chamada “–decrypt” ou “-d” que desencripta um arquivo GPG. Como sempre, afoito para executar o novo comando, nem li o resto e fui logo executando:
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raptor:~# gpg -d files.tar.gpg
Grande erro!!! Nem tão grande assim, mas foi uma newbada bem newba! Na execução toda a saída do comando foi para a saída padrão e meu terminal ficou bem sujinho com o “lixo”. Relendo a man page, vi que realmente a opção escreve no stdout caso a opção “–output” não seja passada. Ok! Dessa vez vai:
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raptor:~# gpg -d files.tar.gpg –output files.tar
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usage: gpg [options] –decrypt [filename]
Ok, ok! Primeiro as opções, depois o arquivo a ser desencriptado.
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raptor:~# gpg –output files.tar -d files.tar.gpg
Pronto!!! Ele pediu a senha para a desencriptação e o arquivo files.tar foi gerado. Depois disso é simples, bastando executar o comando do TAR para o desempacotamento:
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raptor:~# tar -xvf files.tar
E eis que pude ver os vídeos que o leobsd gravou durante minha aula de voo de aeromodelismo.
Vixi, os vídeos eram tão secretos que foram enviados criptografados, hehehe.
Você tava tão ruim assim na aula, Paulo?
Quer dizer, acho que não, neh, porque depois os vídeos foram para o YouTube, hehe.